Piso condutivo para área de risco de explosão

Aplicação de piso condutivo (ESD) executada pela Duraflex.

O piso condutivo para área de risco de explosão dissipa a eletricidade estática e a conduz ao aterramento, reduzindo o risco de faíscas em atmosferas com gases, vapores ou pós inflamáveis. É um dos elementos de mitigação, sempre integrado a um projeto de segurança da área classificada.

O piso condutivo para área de risco de explosão é um sistema de piso projetado para dissipar a eletricidade estática e conduzi-la de forma segura até o aterramento, reduzindo o risco de descargas e faíscas em ambientes com atmosfera potencialmente explosiva. Em áreas onde há gases, vapores de solventes ou pós inflamáveis em suspensão, uma simples descarga estática pode ser fonte de ignição. Por isso, o piso condutivo para área de risco de explosão é um dos elementos que compõem a estratégia de mitigação dessas áreas classificadas.

Aplicação de piso condutivo (ESD) executada pela Duraflex.

O que é o piso condutivo para área de risco de explosão

O sistema é um revestimento de resina com aditivos condutivos e uma malha de aterramento que conecta toda a superfície a um ponto de terra. Diferente de um piso comum, ele oferece um caminho de baixa resistência para que a carga estática, gerada pelo atrito de pessoas, carrinhos e pelo escoamento de líquidos, seja escoada continuamente em vez de acumular. Isso reduz a probabilidade de que uma descarga eletrostática atue como fonte de ignição em uma atmosfera inflamável.

É importante entender o papel do piso dentro do conjunto. O piso condutivo para área de risco de explosão não elimina o risco sozinho: ele atua junto com o aterramento de equipamentos e tanques, a ventilação, o controle de fontes de ignição e os procedimentos operacionais. O piso é a parte que trata a carga acumulada no nível do chão e no trânsito.

Aplicação de piso condutivo (ESD) executada pela Duraflex.

Tipos de sistema para áreas classificadas

As configurações variam conforme o agente inflamável e o tráfego:

  • Autonivelante condutivo: superfície lisa e contínua para salas de processo e envase de solventes.
  • Sistema condutivo resistente a químicos: onde há também ataque de agentes agressivos.
  • Sistema uretânico condutivo: para áreas que somam choque térmico e severidade química.
  • Acabamento antiderrapante condutivo: segurança em áreas com risco de escorregamento e derramamento.

A definição do substrato e do acabamento parte do levantamento da classificação da área, dos agentes presentes e do tráfego, feito em diagnóstico técnico.

Aplicação de piso condutivo (ESD) executada pela Duraflex.

Materiais e insumos

O sistema utiliza primer de aderência, resinas com aditivos condutivos, cargas minerais, selante de acabamento e a malha de aterramento em fita de cobre, que é o coração do circuito de dissipação. A qualidade da conexão dessa malha aos pontos de terra é decisiva para a função de segurança. Muitas dessas áreas somam risco químico, situação em que o sistema é dimensionado com resinas resistentes, como as empregadas em nossos sistemas de piso epóxi industrial na versão condutiva.

Normas e requisitos de segurança

Áreas com risco de explosão são classificadas conforme a probabilidade e a natureza da atmosfera perigosa, e seguem requisitos de controle de descarga eletrostática (ESD) e de aterramento. O piso condutivo é dimensionado para atender a faixas de resistência elétrica compatíveis com o escoamento seguro da carga. Os parâmetros específicos de cada área classificada devem ser confirmados no projeto, junto à engenharia de segurança e às normas aplicáveis à atividade, pois variam conforme o agente e a classificação.

Processo de aplicação

A instalação segue etapas técnicas encadeadas:

  • Diagnóstico da área classificada: levantamento dos agentes, da classificação e do substrato.
  • Preparo mecânico: fresagem para ancoragem e remoção de contaminação.
  • Primer: selagem e preparo do concreto.
  • Malha de aterramento: instalação das fitas condutivas e conexão aos pontos de terra.
  • Camadas condutivas: corpo do sistema com aditivos dissipativos e resistência conforme o agente.
  • Acabamento: selante e textura antiderrapante quando necessário.
  • Ensaio de continuidade: verificação elétrica e registro antes da liberação.

Setores e ambientes atendidos

O sistema atende áreas de armazenagem e manuseio de solventes, salas de processo químico, envase de inflamáveis, silos e áreas com pós combustíveis, além de setores de tinta e de petroquímica. Onde o foco é apenas a proteção de componentes sem atmosfera explosiva, o piso condutivo para eletroeletrônica costuma ser a referência. A linha completa está reunida na página de piso condutivo.

Onde atendemos

A Duraflex atende indústrias com áreas classificadas em São Paulo e no Paraná, com equipe própria a partir de São José dos Campos. Realizamos visita técnica para entender a classificação da área, os agentes envolvidos e o tráfego antes de recomendar o sistema de dissipação adequado.

O piso dentro do sistema de segurança

Em uma área classificada, a segurança é construída em camadas. O aterramento de tanques, bombas e equipamentos escoa a carga dos processos; a ventilação controla a concentração de gases e vapores; a eliminação de fontes de ignição reduz gatilhos; e os procedimentos operacionais disciplinam o trabalho. O piso condutivo entra nesse conjunto tratando a carga que se forma no trânsito de pessoas, carrinhos e no manuseio de líquidos. Entender esse papel evita dois extremos igualmente perigosos: confiar apenas no piso ou, ao contrário, negligenciá-lo por achar que os demais controles bastam.

Inspeção e manutenção do aterramento

Como a função de segurança depende de um circuito elétrico contínuo, a inspeção do sistema não termina na entrega. Recomenda-se um programa de medições periódicas de continuidade que confirme a conexão da superfície aos pontos de terra, com registro dos resultados. Alterações causadas por desgaste, reformas na área, aplicação indevida de produtos isolantes ou danos localizados devem ser corrigidas prontamente. Esse acompanhamento é parte da gestão de risco da área classificada e ajuda a demonstrar, em auditorias, que o piso permanece dentro dos parâmetros previstos.

Ambientes típicos com atmosfera explosiva

As áreas que mais demandam esse sistema incluem depósitos e salas de manuseio de solventes, cabines e áreas de pintura, envase de líquidos inflamáveis, setores com pós combustíveis como farinhas, açúcar e certos produtos químicos, além de instalações de tinta, verniz e petroquímica. Em todos esses ambientes, o denominador comum é a possibilidade de uma atmosfera inflamável somada à geração de carga estática. Reconhecer esses cenários no diagnóstico é o que orienta a especificação correta do sistema e dos detalhes de aterramento.

Planejamento da obra em área classificada

Aplicar um piso condutivo para área de risco de explosão em uma planta em operação exige planejamento cuidadoso, porque a própria obra acontece em um ambiente sensível. É preciso alinhar com a área de segurança os cuidados durante a preparação do substrato, o manuseio das resinas e o período de cura, evitando a introdução de novas fontes de ignição enquanto a atmosfera perigosa não estiver devidamente controlada. Muitas vezes a execução é feita por trechos, com a área isolada e purgada, para conciliar a continuidade da produção com a segurança do trabalho. O cronograma, as condições de ventilação e a sequência de aplicação são definidos em conjunto com a engenharia da planta, de modo que a instalação do piso não se torne, ela mesma, um risco. Esse alinhamento prévio é parte do que diferencia uma obra tecnicamente conduzida em ambiente classificado.

Documentação e rastreabilidade

Em áreas classificadas, comprovar que os controles estão em ordem é tão importante quanto executá-los. Por isso, o registro da instalação e das verificações do piso agrega valor à gestão de segurança da planta. O ensaio de continuidade elétrica realizado na entrega, os pontos de aterramento mapeados e o histórico das medições periódicas formam um conjunto de informações útil em auditorias e inspeções internas. Essa rastreabilidade permite demonstrar que o piso condutivo para área de risco de explosão foi dimensionado e verificado de acordo com o projeto, e que continua dentro dos parâmetros ao longo do tempo. Manter esses registros organizados facilita o planejamento de manutenções e a tomada de decisão quando a área passa por mudanças de layout ou de processo.

Diferenciais

O diferencial do piso condutivo para área de risco de explosão está no rigor da execução: de nada adianta a resina condutiva se a malha de aterramento não estiver corretamente conectada e verificada. Tratamos o piso como parte de um sistema de segurança, integrando dissipação, aterramento e, quando necessário, resistência química, sempre a partir do diagnóstico da área classificada.

Precisa mitigar o risco de faísca por estática na sua área classificada? Solicite um diagnóstico com a Duraflex e receba a recomendação de um sistema de piso integrado ao projeto de segurança da sua planta.

Por que a Duraflex

O que você ganha com a Duraflex

  • Dissipação contínua da carga estática até o aterramento
  • Redução do risco de faísca em atmosferas inflamáveis
  • Malha de aterramento conectada e verificada
  • Opções resistentes a químicos para áreas combinadas
  • Acabamento antiderrapante para áreas com derramamento
  • Sistema integrado ao projeto de segurança da área classificada
  • Atendimento a indústrias em São Paulo e no Paraná

Dúvidas frequentes sobre piso condutivo para área de risco de explosão

O piso condutivo para área de risco de explosão elimina o risco de ignição?

Não sozinho. Ele reduz o risco de descarga estática no nível do piso, mas atua junto com o aterramento de equipamentos, a ventilação, o controle de fontes de ignição e os procedimentos, dentro do projeto de segurança da área classificada.

Como o piso reduz o risco de faísca?

O sistema oferece um caminho de baixa resistência que escoa continuamente a carga gerada pelo trânsito e pelo escoamento de líquidos, evitando o acúmulo que poderia gerar uma descarga em atmosfera inflamável.

Serve para áreas com solventes e ataque químico?

Sim. Nesses casos usa-se um sistema condutivo que também é resistente aos agentes presentes, dimensionado a partir da lista de produtos manuseados na área.

Quais parâmetros o piso precisa atender?

O piso é dimensionado para faixas de resistência elétrica compatíveis com o escoamento seguro da carga. Os parâmetros específicos dependem da classificação da área e são confirmados no projeto, junto à engenharia de segurança.

É feita alguma verificação após a aplicação?

Sim. Realiza-se um ensaio de continuidade elétrica que confirma a conexão da superfície ao aterramento, com registro antes da liberação da área para uso.

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